Em um auditório lotado de representantes de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, jornalistas e ativistas, a Aliança pela Água realizou em 18 de junho sua terceira reunião aberta de 2015. Embora as informações repassadas pelo governo sobre a crise hídrica sejam insuficientes e o tema não esteja recendo a atenção que merece da grande mídia, a sociedade demonstrou estar atenta e se preparando para uma atuação mais efetiva frente ao cenário atual e futuro de cuidado com esse bem comum que é a água. No encontro foram apresentados o balanço das atividades desde o surgimento da coalizão, o contexto atual da crise hídrica, as perspectivas e o planejamento para os próximos meses.

A Aliança pela Água tem por objetivo contribuir com a construção de segurança hídrica em São Paulo. O foco de sua atuação é elaborar propostas para lidar com o cenário atual e ao mesmo tempo apoiar a criação de uma nova cultura de cuidado com a água.

Durante o encontro, diversos parceiros compartilharam relatos de suas ações relacionadas à crise hídrica. São eles: Instituto Democracia e Sustentabilidade, Greenpeace, Iniciativa Verde, IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, Movimento Cisternas Já, Muda de Ideia, Nascente SP, Virada Sustentável, Minha Sampa e Conta D’Água.

No evento foram anunciadas novas adesões à Aliança: ABES, Artigo 19, CENPEC, Conselho Regional de Psicologia, Conectas, Existe Água em São Paulo, Fundação Tide Setubal, Instituto Alana, Instituto Ethos, Nascentes SP, Ocupe e Abrace, e Rios e Ruas.

Foi celebrado também o lançamento do site Sala de Crise www.saladecrise.com.br) que reúne ferramentas para a população se informar diariamente sobre a situação dos mananciais, o desenrolar da crise e mapear a falta d’água.

Além de ser transmitido ao vivo, o evento foi gravado e o registro está disponível pelo link https://youtu.be/n_uEpLdQ_vo

A partir de agora as iniciativas da Aliança pela Água se estruturarão em torno de cinco eixos:

– Ampliação das adesões e diálogo com os mais diversos setores da sociedade;

– Maior visibilidade para a falta d’água;

– Acompanhamento dos planos de contingência, obras emergenciais e situações de violação dos direitos humanos;

– Divulgação para a sociedade do mapa de responsabilidades socioambientais compartilhadas;

– Chamado para a construção de uma nova cultura de cuidado com a água.

Nos próximos dias a Aliança pela Água promoverá reuniões para discutir a agenda e atividades de cada uma dessas linhas de ação